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Febre, vírus e células imunes autólogas
na bioterapia do cancro em estado avançado
 

A febre, os vírus e as células imunes autólogas (isto é, as próprias células do paciente) são agentes curativos naturais utilizados com sucesso todos os dias milhões de vezes . As correlações inversas estabelecidas entre a incidência do cancro e a febre[1] e a infecção viral [2]sugerem que a febre e os vírus são estratégias que se desenvolveram como protecção contra o cancro. Embora seja por si só evidente que o sistema imunitário tem um papel importante a desempenhar, mantém-se o facto de as imunoterapias serem ineficazes no cancro em estado avançado devido ao ritmo inexorável do crescimento dos tumores. As células cancerígenas não formam apenas factores para estimular o seu próprio crescimento, elas também têm a capacidade de voltar as armas contra os seus atacantes. Enquanto a célula cancerígena é, ela própria, parcialmente invulnerável (formação inadequada do receptor Fas, CD95) e muitas vezes imortal (defeituosa pág. 53 gene regulador), ela é totalmente capaz de transmitir o sinal de morte (ligante Fas, CD95L) e de matar os seus perseguidores.

No cancro em estado avançado, as células imunitárias já não conseguem acompanhar o ritmo de crescimento do tumor. Nesta situação terrível, a devastação tipo Hiroshima causada pela quimioterapia está mais baseada no desespero que na "sound science" (ciência sã). Excepto alguns tumores testiculares e certas formas de leucemia, a quimioterapia não se pode afirmar como curativa. Qualquer prolongamento de vida do paciente apenas é alcançado através de um custo assustador, tanto ao nível do sofrimento como económico. As opiniões também estão divididas sobre a utilidade da inibição da formação de vasos sanguíneos de modo a controlar o ritmo inexorável de crescimento dos tumores.[3]

Ao contrário desta situação, a maior parte das imunoterapias apenas são úteis nas fases de massa tumoral mínima: para eliminar células cancerígenas residuais que não podem ser vistas através de técnicas de imagens, mesmo antes de os marcadores convencionais e tumorais indicarem a presença de perigo.[4]

Hipertermia, vírus e células imunes autólogas são excepções,cientificamente documentadas, à regra de que a imunoterapia apenas pode ser bem sucedida na fase de massa tumoral mínima.

1. A terapia através de hipertermia abrange todas as terapias associadas a um aumento da temperatura corporal. Inclui hipertermia activa (verdadeira terapia por febre) e hipertermia passiva do corpo inteiro (hipertermia do corpo inteiro) ou de partes individuais do corpo (hipertermia locoregional) através da radiação de infravermelhos (hipertermia superficial) ou de campos eléctricos alternativos (hipertermia profunda).

1.1. Terapia por febre: A febre é produzida através de bactérias mortas. O padrão incontestável é a toxina de Coley, uma mistura de bactérias gram-positivas e gram-negativas que já é utilizada há mais de um século.[5]Outras misturas ou substitutos, como interferão alfa, já demonstraram ser menos eficazes. Três estudos comparativos[6]e um estudo piloto de uma universidade alemã[7] demonstraram um sucesso inequívoco, sendo que também não há qualquer dúvida sobre a eficácia fundamental da terapia por febre no cancro em estado avançado.[8]

1.2. Termoterapia profunda locoregional: Embora a febre tenha um efeito abrangedor imunoestimulante, as temperaturas atingidas não são suficientes para a oncólice. Os procedimentos da hipertermia passiva do corpo inteiro até 42° e 42,5°C causam danos não só nas células cancerígenas, mas também no sistema imunitário, o que a torna tão indiscriminada como a quimioterapia.

A estratégia de combinar a terapia por febre com a termoterapia profunda locoregional  [9] quando a febre atinge o seu pico, oferece duas vantagens decisivas:

1.2.1. As temperaturas são aditivas. Os actuais aparelhos de hipertermia conseguem aumentar a temperatura do tumor até 4° - 8°C acima da temperatura ambiente. Consequentemente,  numa febre de 39° - 40°C, as temperaturas do tumor podem alcançar os 43° - 48°C. Considera-se que estes níveis são suficientes para atingir a oncólice. Por outro lado, tendo em conta que o calor é distribuído de modo desigual, a termoterapia profunda locoregional por si só não atinge temperaturas oncolíticas consistentes. Como tal, poderá ser necessária a quimioterapia concomitante.

1.2.2. A terapia por febre provoca uma imunoestimulação óptima e a destruição do tumor tem origem na termoterapia profunda locoregional quando a febre atinge o seu pico.

Os objectivos contraditórios da estimulação imunitária óptima e da destruição eficaz do tumor apenas poderão ser alcançados através da combinação da terapia por febre e da termoterapia profunda locoregional.

2. Vírus oncolíticos: Um estudo multicêntrico controlado por placebo sobre cancros em estado avançado apresentou um resultado impressionante a favor do tratamento através de uma vacina atenuada do vírus da doença de Newcastle.[10]

Num estudo de observação permanente, 14 pacientes com glioblastoma multiforme estão actualmente a ser exclusivamente tratados por uma variedade atenuada viva do vírus da doença de Newcastle.[11] Todos os diagnósticos dos 14 pacientes deste estudo foram verificados histologicamente. Sete pacientes ainda estão vivos sem deficiências aparentes e, em 4 destes casos, o diagnóstico inicial foi feito entre 5 a 9 anos atrás. Nenhum outro tratamento se consegue aproximar deste nível de sucesso.

O vírus da doença de Newcastle, o organismo causativo da peste aviária atípica, é desconhecido na medicina humana. Existe, portanto, um certo optimismo que possa ser um citostático ideal: afecta todas as células cancerígenas,[12]e poupa todas as células humanas saudáveis. As células cancerígenas desintegram-se ou são “marcadas” pelo vírus para que possam ser identificadas e atacadas pelo sistema imunitário. A elevada propriedade imunogénica do tumor aumenta as perspectivas de sucesso mesmo em cancros que reagem ou não reagem minimamente à imunoterapia.

Os vírus também estimulam directamente as células imunitárias para segregarem substâncias mensageiras que activam o sistema imunitário. Com uma dose correcta, a temperatura corporal aumenta apenas após algumas horas, muito antes das células do tumor se desintegrarem. Assim, os vírus estimulam a imunidade específica e não específica, reduzindo a massa tumoral e aliviando o fardo das defesas imunitárias.

As propriedades imunoestimulantes exclusivas dos vírus sugerem que, futuramente, nenhuma terapia do cancro será bem sucedida sem elas.

Enquanto isto é a teoria, na prática os resultados são bastante mais racionais. A conclusão obversa do estudo sobre glioblastoma é a de que a probabilidade de morrer é ainda maior do que a de recuperar. O avanço da terapia através do vírus oncolítico depende de dois pequenos pormenores:

2.1. A eficácia do vírus necessita de ser melhorada.

2.1.1. Foi desenvolvido um método de teste (um virograma) para identificar ovírus mais mortífero e mais eficaz contra o cancro, a partir de uma ampla variedade de vírus capazes de infectar uma célula cancerígena. Os dois critérios chave eram o tempo de destruição da cultura de células (tempo de lise), e a capacidade do vírus de se disseminar pelas células vizinhas antes da destruição da célula cancerígena e antes do sistema imunitário e o tumor se poderem defender, formando interferão e anticorpos (capacidade de formação sincicial).

2.1.2. Antes de ser utilizado, o melhor vírus natural é,depois, adaptado ao tumor. O tempo de lise pode ser marcadamente reduzido por passagens contínuas nas culturas autológa ou homóloga, resultando numa variedade de vírus oncolítico adaptado ao tumor (TAO).

2.2. Os vírus necessitam de ser administrados a nível regional. Os virologistas oncológicos concordam que os vírus funcionam melhor se forem administrados próximo do tumor.[13]A experiência demonstrou que a injecção intratumoral provoca sempre uma redução no tamanho do tumor ou, pelo menos, um amolecimento do tumor marcado devido à reacção imunitária inerente. Contudo, isto não produziu qualquer efeito visível nos focos vizinhos. O verdadeiro progresso apenas surgiu com a administração regional de vírus TAOnos vasos sanguíneos que alimentavam o tumor. Nos tumores pulmonares, um catéter Port-a-Cath convencional na aurícula certa é suficiente. Para todos os outros tumores, os vírus têm de ser injectados na artéria de alimentação.

Já há algum tempo que os radiologistas de intervenção especializados inserem sistemas portadores para quimioterapia regional. A minha contribuição modesta, mas decisiva, foi administrar os vírus a nível regional. A superioridade da terapia de vírus oncolítica regional em relação à administração sistemática e local é de tal forma evidente que não seria justificativo um estudo comparativo devido a razões éticas.

Com a anterior prática usual, que consistia na injecção numa veia periférica, o longo percurso do influxo e a rede de trabalho capilar do pulmão reduzia a proporção de vírus que finalmente alcançavam o tumor para£ 1 em 1000. A situação era semelhante na inalação, em que as membranas mucosas eram o obstáculo crítico. Embora o vírus da doença de Newcastle não infecte as células humanas saudáveis, ele é limitado por todas as células e retirado da circulação. Para neutralizar o tumor alvo mínimo, é importante manipular o vírus directamente até ao tumor.

Através da administração regional do vírus, esta situação foi alterada de modo radical: tendo em conta que o caminho de apoptose mais elegante é normalmente defeituoso, as células tumorais são eliminadas por inflamação, o que leva, primeiro, ao amolecimento e inchaço do tumor e, depois, a uma redução do tamanho. Os marcadores de tumores apresentam um aumento inicial rápido e, depois, um declínio no decurso de poucas semanas ou meses. Algo de semelhante é observado no bem-estar: as massas tumorais em desintegração representam uma enorme perda de vitalidade, sendo que os pacientes ficam cansados e exaustos. Apenas se sentem melhor depois de ultrapassada a fase de reacção. No entanto, o desconforto é reduzido até um nível tolerável graças ao simples facto de saberem qual o objectivo final.

Se os pacientes não reagirem à administração regional do vírus, o mau desempenho do sistema portador pode ser a causa provável. É indicada outra visualização vascular para a certificação de que os vírus alcançam o alvo.

3. Terapia de células imunes autólogas:

Os sistemas imunitários específicos (adquiridos) e não específicos (inatos) desempenham tarefas diferentes e são igualmente importantes.[14]No sistema imunitário específico, cada célula tem uma finalidade única e altamente especializada. Os linfócitos B são transformados em plasmócitos e formam anticorpos que, por sua vez,  identificam células cancerígenas para o sistema complementar e para linfócitos T citotóxicos. Os linfócitos T destroem as células cancerígenas, accionando a morte celular programada (apoptose) ou libertando uma proteína cilíndrica (perforina), que se insere na membrana da célula alvo. As imunidades induzidas por células e induzidas por anticorpos exibem um antagonismo paradoxal em que a agressividade aumentada do sistema imunitário coexiste com a tolerância ao tumor. Isto poderá ser ultrapassado através de medicamentos apropriados, p. ex., inibidores COX-2.

A maior parte do trabalho imunológico é concretizado pelo sistema imunitário não específico, que inclui granulócitos, macrófagos e células NK. As células NK existem principalmente para eliminar células cancerígenas e células infectadas por vírus.

A maior parte das imunoterapias, como fitoterapia, terapia dos orgãos e terapia ortomolecular, estimulam particularmente o sistema imunitário não específico. A febre e as células NK também são imunoestimulantes não específicos. Os vírus actuam em ambos os sistemas: primeiro, eles estimulam o sistema imunitário não específico e, mais tarde, verifica-se uma reacção imunitária específica que é provocada pela presença dos vírus.

3.1. A imunidade específica é estimulada de modo mais evidente pelas células dendríticas: estas formam uma ponte entre os sistemas imunitários inato e adquirido. Elas identificam, ingerem e destroem as células cancerígenas, migram para os gânglios linfáticos (ou medula óssea) e “apresentam” fragmentos aos linfócitos. Este aguardam o sinal para se transformarem em linfócitos T citotóxicos activados, que destroem as células cancerígenas.

As células dendríticas demonstraram uma eficácia extraordinária no carcinoma de células renais,[15] uma forma de cancro altamente imunogénica. Para que o mesmo efeito miraculoso possa ocorrer noutros cancros, em primeiro lugar, estes terão de ser identificados; uma estratégia que pode ser conseguida através dos nossos vírus, que são os co-estimulantes mais eficazes das células dendríticas.

3.2. O tratamento apenas através das células dendríticas confere um benefício clínico definitivo em, no máximo, 30 – 50% dos pacientes. Contudo, apenas com as células dendríticas, o insucesso continua a existir de modo mais frequente que o sucesso. É por isso que atacamos o cancro utilizando estratégias múltiplas que não são meros aditivos, mas que se potenciam mutuamente.

Uma abordagem totalmente nova é combinar as células dendríticas com as células NK. A desvantagem das células dendríticas e das suas células determinantes (linfócitos) é a de que elas apenas conseguem atacar caso as células cancerígenas tenham formado antigénios de transplatação (epitopes MHC) na sua superfície. Isto limita a sua utilidade na defesa do tumor porque, frequentemente, as células cancerígenas são caracterizadas por perda completa de identidade, que as torna invisíveis perante o sistema imunitário específico. No entanto, elas ainda podem ser identificadas pelo sistema imunitário inato, que inclui células NK. Rosenberg utilizou-as para enfraquecer alguns cancros.[16]Prevê-se que, em combinação com as células dendríticas, a utilização das células NK será renovada.

Segundo o nosso método, a imunoterapia é realizada por ciclos com intervalos de cerca de 3 semanas, durante o qual apenas são administrados vírus. O primeiro ciclo dura 3 semanas, com ciclos subsequentes de 2 semanas cada. Um percurso de imunização básico é composto por 4 ciclos e tem a duração de cerca de 6 meses.

A nossa estratégia de tratamento de cancros em estado avançado é a seguinte:

1. Umhistorial biográfico, incluindo o contexto social e a atitude interior do paciente face à doença.

2. Umexame geral para determinar:

2.1. A capacidade do doente para suportar a febre (ECG com prova de esforço e espirograma).

2.2. Massa tumoral actual (exames laboratoriais e técnicas de imagem).

2.3. Diagnóstico focal (auriculoterapia de Nogier) para revelar os focos de inflamação crónica (amígdalas, seios paranasais, dentes, cavidade abdominal).

2.4. Umaprescrição médica homeopática para desintoxicação:

2.4.1. A desintoxicação não específica aumenta o metabolismo e proporciona um estímulo farmacológico e físico dos orgãos de excreção.

2.4.2. A desintoxicação específica baseada nas prescrições homeopáticas promove o funcionamento dos orgãos e interrompe a transdução de sinais patológicos através de carcinogéneos. Em estados pós quimioterapia, os agentes quimioterapêuticos homeopatizados são indispensáveis na restauração da imunocompetência.

3. Umplano de tratamento pormenorizado.

4. Instruções sobre exercícios qigong simples para evitar sintomas de gripe relacionados com febre e para melhorar a atitude interior dos pacientes face à doença (psico-oncologia).

5. Ossistemas portadores são inseridos para que os vírus oncolíticos possam ser injectados diaramente ou dia sim, dia não nas proximidades imediatas do tumor.

6. O sangue é recolhido para obter células dendríticas e células NK. A terapia por UVB ou a ozonoterapia um pouco antes da recolha de sangue estimula a proliferação vigorosa de células NK.

7. Combinação de terapia por febre + termoterapia profunda locoregional, diariamente de Segunda a Sexta-feira, em ciclos de 2 semanas.

8. Uma semana após a recolha do sangue, são injectadas (descarregadas) células dendríticas maturas no tumor ou (carregadas com material tumoral autólogo ou estranho) na pele ou num gânglio linfático.

9. Duas semanas após a recolha do sangue, as células NK são injectadas no tumor ou na artéria.

10. Após um intervalo de 2 a 3 semanas (durante o qual apenas são administrados vírus), estes ciclos de tratamento de 2 semanas são inicialmente repetidos 4 vezes. O sucesso é monitorizado mensalmente e, assim que os tumores começarem a regredir, os intervalos do tratamento podem ser maiores.

Nos casos em que a massa tumoral é pequena, as células dendríticas e as células NK podem ser omitidas para evitar recorrências e metástases. Contudo, se o material tumoral for armazenado de modo adequado, então, a terapia através de células dendríticas reduz consideravelmente o risco de recorrência. Dependendo da agressividade do tumor, também recomendamos 1 ou 2 séries anualmente, em que cada uma consiste de 6 terapias por febre.

A agressividade é determinada pela massa tumoral e descobertas histológicas. Sempre que o prognóstico não for esclarecedor, é aconselhada a adição de uma parte da estratégia de tratamento de cancro em estado avançado, especialmente as células dendríticas e células agressoras activadas por linfocinas (LAK). Na ausência de material tumoral autólogo, as células dendríticas são as principaiscélulas cancerígenas estranhas, conhecidas por transportarem a maior parte dos antigénios de superfície específicos do cancro.

Nesta fase favorável de libertação clínica do tumor, todos os focos supurativos devem ser eliminados.

A pergunta: “Porque é que eu fiquei doente?” não deve ser forçada nem esquecida. A doença pode ser um bom motivo para o paciente realizar mudanças radicais no seu estilo de vida.[17]

August 2004

[1] Hager, E.D., Abel, U.: Biomodulation und Biotherapie des Krebses [Biomodulation and biotherapy of cancer], Heidelberg 1987, p. 26.

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[3] Brewer, G., Dick, R., Grover, D., LeClaire, V., Tseng, M., Wicha, M., Pienta, K., Redman, B., Jahan, T., Sondak, V., Strawderman, M., LeCarpentier, G., Merajver, S.: Treatment of metastatic cancer with tetrathiomolybdate, an anticopper, antiangiogenic agent: Phase I study. Clinical Cancer Research 2000; 6: 1-10.

[4] Nous avons fondé une société pour le diagnostic précoce et le traitement du cancer.

“Gesellschaft für Krebs-Frühdiagnostik und -Therapie e.V.”, Arno Thaller, President, Benzing 6, 91801 Markt Berolzheim, tel.: 09146-9429714, fax: 09146-224, e-mail:  Krebsfruehdiagnostik@no_Spam.t-online.de

[5] Helen Coley Nauts, in: Bibliographie von Berichten zur klinischen oder experimentellen Anwendung von Coley-Toxinen.(Streptococcus pyogenes und Serratia marcescens) 1893 – 1986 [Bibliography of reports on the clinical or experimental administration of Coley’s toxins; (Streptococcus pyogenes and Serratia marcescens) 1893 – 1986] in: Hager, E.D., Abel, U.: Biomodulation und Biotherapie des Krebses. Endogene Fiebertherapie und exogene Hyperthermie in der Onkologie [Biomodulation and biotherapy of cancer.  Endogenous fever therapy and exogenous hyperthermia in oncology], Heidelberg 1987, pp. 168 - 188.     

[6]Kempin, S., Cirrincone, C., Myers, J., Lee III, B., Straus, D., Koziner, B., Arlin, Z., Gee, T., Mertelsmann, R., Pinsky, C., Comacho, E., Nisce, L., Old, L., Clarkson, B., Oettgen, H.: Combined modality therapy of advanced nodular lymphomas (NL): the role of non-specific immunotherapy (MBV) as an important determinant of response and survival. Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, New York, N. Y. 10021, in: Proceedings of ASCO (American Society of Clinical Oncology) 2=19, 56 (1983), C218.

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[11] Csatary, L.K., Gosztonyi, G., Szeberenyi, J., Fabian, Z., Liszka, V., Bodey, B., Csatary, C.M.: MTH-68/H oncolytic viral treatment in human high-grade gliomas. Journal of Neuro-Oncology 2004; 67: 83-93.

[12] Le professeur Schirrmacher du centre allemand de recherche contre le cancer(DKFZ) à Heidelberg a étudié “des centaines de cultures cellulaires de tumeurs humaines” et n’a pas pu découvrir un seul clone résistant (communication personnelle). Cela représente un avantage majeur de plus par rapport aux cytostatiques.

Comparé aux autres virus, le virus de la maladie de Newcastle se distingue par la stabilité de son code génétique et par le fait qu’il n’est pas incorporé au génome humain. Dans ce contexte, les craintes que ce virus bénéfique puisse un jour changer d’apparence par une mutation et produire ainsi des tumeurs semble totalement irréalisable.

[13] Schirrmacher, V., Griesbach, A. and Ahlert, T.: Antitumor effects of Newcastle Disease Virus in vivo: local versus systemic effects.     International Journal of Oncology 2001; 18: 945-952.

[14] Thaller, A.: Tumortherapie mit Fieber, Viren und Visualisierung, ein Konzept, das alte Erfahrung, moderne Wissenschaft und die Kraft des Glaubens in sich vereint [Tumour therapy with fever, viruses and visualisation: a strategy that combines ancient experience, modern science and the power of faith].In: Leben mit Krebs, Perspektiven in das 21. Jahrhundert [Living with cancer – a look ahead into the 21st century], ed. Heiss, G., Mainz 2001. This article is based on :

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[15] Kugler, A., Stuhler, G. Walden, P., Zöller, G., Zobywalski, A., Brossart, P., Trefzer, U., Ullrich, S., Müller, C., Becker, V., Gross, A., Hemmerlein, B., Kanz, L., Müller, G., Ringert, R.-H.: Regression of human metastatic renal cell carcinoma after vaccination with tumor cell-dendritic cell-hybrids. Nature Medicine 2000; 6 (3): 332-336.

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[17] Šebková-Thaller, Z.:

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